quarta-feira, 23 de abril de 2008

4º Tema: Alcoolismo

Muitos termos são aplicados para se referir a uma pessoa alcoolista e ao alcoolismo. Existe muita controvérsia a esse respeito, entretanto é consenso que:

1) Alcoolismo é uma doença.

2) O alcoólatra pode apresentar prejuízos relacionados com o uso de álcool em todas as áreas da vida (prejuízos físicos, mentais, morais, profissionais, sociais, entre outros).

3) O alcoolista perde a capacidade de controlar a quantidade de bebida que ingere, uma vez que vence a ingestão (dependência química).

Fonte: Wikipédia

O que dizer dos termos usados para a mesma denominação...
Será o alcoolismo uma dependência ou uma doença?

7 comentários:

Rita disse...

Pois em... O alcoolismo é um tema muito delicado.
A maioria das pessoas que tem problemas com o alcool não se acha alcoolatra, pois acha que a quantidade de alcool que ingere não é muita....
"Ah e tal... Mais um copinho!Eu não sou alcoolatra!Eu bebo para esquecer... Eu bebo para ficar divertido e alegre...Eu bebo porque é uma forma de ficar mais desinibido..." Estas são algumas de entre muitas desculpas e respostas que as pessoas que tem problemas com o alcool dão...
Uma pessoa que começa a tornar-se uma pessoa dependente do alcool quase nunca admite a essa dependencia, muito pelo contrario, arranja sempre pretextos para se desculpar pelos seus actos.
Normalmente os jovens de hoje em dia começam a beber quando saem à noite e um facto é que a maioria deles não sabe quando parar de beber. Eles acham que é fixe beber, que os amigos vão gostar mais dele se beber. O que está completamnete errrado! Um jovem não precisa de beber para ter amigos!!!
E o mais importante é que depois não sabem cvontrolar-se e bebem até "cair". Sim a expressão "cair" é a mais adequada!
Quando vamos a uma discoteca vemos jovens que por causa do alcool acabam por fazer "figuras trsites"... O que se torna muito incomodativo para quem está a beber o copo com os seus amigos (moderadamente, claro!). Eu falo por mim, quando saio à noite, é claro que bebo o meu copo, mas sempre moderadamente, sou o tipo de pessoa que gosta de beber, mas que tem sempre juízo e sabe quando parar. De salientar que eu não preciso de beber para ficar bem disposta, sou por natureza uma rapariga divertida.
O que acontece é que a maioria dos jovens não pensam o mesmo que eu. Eles precisam de beber, se não beberem não são os mesmos. Depois é claro que se cria uma certa habituação ao alcool.
Eu concordo plenamente que o alcoolismo é uma dependencia, mas que no entanto, pode tornar-se uma doença!
Uma pessoa alcoolista, perde a noção do que é considerado "normal", as suas acções prejudicam os ouyros, pois chegando a um certo ponto deixa de ter a capacxidade de controlar a quantidade de alcool que ingere.
As pessoas, normalmente para fugir aos problemas do quotidoiano, refugiam-e no alcool, pensando que este vai resolver alguma coisa... Não vai!
Por experiencia própria,saliento que é muito complicado conmviver com uma pessoa que tenha problemas de alcoolismo.A pessoa fica totalmente descontrolada, achando que não tem problema nenhum, a sua personalidade muda totalmente, deixa-se de conhecer a pessoa, as suas acções são sempre destruitivas
e perjurativas para com os outros, não tem noção do que bebe, não sabe parar, começa a não ter amor próprio, acaba por perder as pessoas que mais ama....
Enfim são consequencias que os alcoolatras não têm consciencia que podem acontecer. E o mais incrivel e que mete dó é que eles não aceitam que lhes chamem alcoolatras, não aceitando que uma pessoa lhes diga a verdade, que lhes chamem à razão! Para além disso, não aceitam tratamento.
Na minha opinião O ALCOOLISMO É UMA DEPENDENCIA, sim, mas... A certo ponto TRANSFORMA-SE NUMA DOENÇA...
Por isso, todos nós devemos ser racionais para que o alcoolismo não se apodere de nós, temos que ser muito fortes e supreiores, porque o alcool não vai afastar os problemas da vida!...
Vai sim, tornar-se mais um problema...

Gaston disse...

Mais uma vez exprimo a minha opinião, e mais uma vez contrária à corrente. Não por ser do contra mas por ser simplesmente realista recusando entrar na corrente de descupabilização do individuo. Porque este tem de ter consciencia de que todos os actos têm consequências. Embora como técnico de Acçao Social não possa agir de acordo com o meu pensamento. Mas ninguém manda no meu pensamento.
E como tal, aqui vai.
O inicio...
A dependência do alcool, sim, - porque é simplesmente uma dependencia, tal como o tabaco, a droga,- Tem início com o consumo por diversão, para esquecer como a Rita afirmou no post dela.
por diversao eu com 34 anos, já consumi muito alcool, transformando o meu figado numa autentica destilaria. e nunca fiquei dependente. e porquê? porque dá uma ressaca terrivel e evitei seguir a máxima de um alcooletra, - evita a ressaca, permanece bebado.
hoje em dia é um problema nas camadas jovens, como o foi na minha época de juventude, mas com uma diferença, hoje desculpabiliza-se o jovem. É porque vem de uma familia desestruturada, tem problemas na escola, é "in" falar das bebedeiras. O alcool nas camadas jovens não é um problema, porque se o fosse, as discotecas, o governo proíbia a venda nestas de uma forma efectiva. Porque ele é servido de qualquer forma.
Nos adultos, o beber para esquecer.
Se tem problemas familaires, laborais, entre outros e se bebe a pessoa que o faz ainda é mais parva. Isto é, a pessoa ainda vai agravar mais os problemas que tem entre mãos, porque perde o discernimento, a capacidade de racicionar, se é que alguma vez teve.
como vicio que é, e é só e simplesmente um vicio, como o tabaco ou o café. A pessoa perde por completo a capacidade de controlar a quantidade de bebida que ingere. Aí dou razao ao ponto três da WIKIPÉDIA.
Só há vicios porque os individuos experimentam sem pensar nas consequencias.
"mais vale um bebado conhecido que um alcoletra anónimo!

Carla disse...

O alcoolismo é uma doença crónica, caracterizada pela dependência da ingestão de álcool em várias formas de bebidas (cervejas, vinhos, destilados). O alcoolismo tem sido uma das maiores preocupações da saúde pública no mundo. Como já demos em psicologia, o fenómeno da Dependência é o comportamento de repetição obedece a dois mecanismos básicos não patológicos: o reforço positivo e o reforço negativo. O reforço positivo refere-se ao comportamento da procura do prazer: quando algo é agradável a pessoa procura os mesmos estímulos para obter a mesma satisfação. O reforço negativo refere-se ao comportamento de evitar a dor ou desprazer. Assim sendo, as causas da doença do alcoolismo podem ser três: as causas físicas que são uma alteração metabólica causada pela ingestão de álcool, o qual cria dependência no indivíduo. As causas psicológicas que são as ansiedades e as depressões aliviadas pela bebida e as causas sociais como as imposições de uma sociedade muito rígida. As alterações da capacidade física e mental vão progressivamente levando o alcoólatra a uma queda no plano social e económico. A consciência disso, os conflitos surgidos com familiares, autoridades, etc., vai ferindo cada vez mais a sua necessidade de estima, sua honra e respeito. Para se livrar desses sentimentos degradantes, bebe mais, o que só acentua os conflitos, num círculo progressivo deteriorando. O alcoólatra bebe compulsivamente e tem mesmo períodos em que se esquece completamente dos factos ocorridos. Dizemos que a pessoa tornou-se dependente do álcool quando este não tem mais forças por si próprio de interromper ou diminuir o uso do álcool. O alcoólatra de “primeira viagem” sempre tem a impressão de que pode parar quando quiser e afirma: “quando eu quiser, eu paro”. Essa frase geralmente é resistente; resistente porque o paciente nega qualquer problema relacionado ao álcool, ele acredita na ilusão que criou. A negação do próprio alcoolismo, quando é evidente ou começando, é uma forma de defesa da auto-imagem.
Em suma, o alcoolismo é uma doença grave, que atinge todas as classes sociais. Como é uma droga permitida na sociedade, é difícil de se procurar a cura, pois dificilmente o alcoólatra aceita ser um doente e muito menos que precisa de tratamento. A família por sua vez também adoece e precisa de ser tratada. Quanto mais cedo a pessoa aceitar que é doente, e ter vontade de se tratar, maiores serão as oportunidades de deixar o vício, que está a corroer cada vez mais a nossa sociedade. Daí, a importância de sabermos discernir o que nos afecta e o que nos é saudável. Há que começar a mudar um pouco as mentalidades e separar o que realmente queremos para a nossa vida, porque consumir álcool não implica diversão e muito menos resolução dos problemas que nos vão surgindo ao longo da nossa vida.

vlad disse...

Portugal como produtor de vinhos que è, tem uma especial ligação com o álcool.
Tem enraizada na sua cultura o consumo de bebidas alcoólicas, e isto como se pode observar pelos dados estatísticos tem a suas consequências. Somos o pais europeu com mais acidentes rodoviários provocados pelo álcool, o crescente consumo de álcool por parte dos jovens começa a tornar-se preocupante e como se não bastasse aqueles que deveriam dar o exemplo, até porque mais tarde irão ser os governantes deste pais, apanham cada borracheira na queima das fitas que envergonha até o mais bêbado bêbedo.
E quer o xô Sócrates mandar o pessoal estudar?
È que só da engenheiros técnicos!
Não nos podemos esquecer que o álcool è uma droga, liberal, mas uma droga e que como tal todas as outras, susceptível de criar dependência.
Os motivos que levam alguém a beber compulsivamente podem ser vários mas na sua maioria todos os indivíduos têm uma juventude marcada pelo consumo de álcool.
Este consumo exagerado funciona como uma fuga a realidade e aos problemas que um indivíduo possa ter.
O álcool tem a capacidade de alterar o estado de consciência da pessoa, normalmente estão associadas a estas alterações estados de euforia, um sentimento de superioridade, e de um modo geral um falso sentimento de alegria. Por outro lado, e porque as pessoas são todas diferentes, muitos são aqueles que ficam profundamente deprimidos.
A ressaca, consequência directa de uma grande ingestão de álcool è caracterizada por um sentimento de mal-estar, dores de cabeça, falta de apetite, e è normalmente onde se diz a mítica frase “nunca mais bebo”.
Pelo facto do álcool desde sempre estar presente na nossa sociedade o alcoólatra è visto como alguém que não tem controle sobre si mesmo e não como um doente que necessita de ajuda para se curar. Estas pessoas acabam por ser rejeitadas pela família, amigos e sociedade, sem alguém mais atento e consciente da situação do alcoólatra, estas pessoas acabam por se auto – destruir.
Vivemos numa sociedade de informação, e esta è em meu ver a arma mais poderosa contra a dependência seja ela alcoólica ou de qualquer outra natureza. Informar os jovens sobre os malefícios do álcool è prioritário para que o consumo principalmente na adolescência não se banalize ainda mais.
Ao contrário do que se possa pensar o alcoolismo não afecta só as classes mais baixas, infelizmente não faltam (maus) exemplos de celebridades com problemas de alcoolismo, como se não bastasse o mal que fazem a eles próprios, passam uma imagem errada para o publico afectando principalmente aquele que mais atenção lhes dá, os jovens.
De acto social até problema social não serão muitos passos (ou copos), cabe a cada um ter a consciência de quando parar para que um dia não seja obrigado a parar de beber.

Como alguém disse um dia “elas não matam mas aleijam”.

susana disse...

Àlcool?é mais um flagelo na nossa sociedade.
Antigamente podia-se dizer que os Homens consumiam mais álcool que as Mulheres. Actualmente já não sei afirmar quem ingere mais, o HOMEM OU A MULHER?
Os hábitos de consumo diferem sensivelmente entre homens e mulhereS . No entanto, a idade de início do consumo é cada vez mais precoce e assiste-se ao aumento do consumo nos jovens e nas mulheres.
Toda a sociedade é alertada constantemente sobre os malefícios do álcool, mas parece que os nossos ouvidos são moucos, ouvindo apenas que o ÀLCOOL PODE DESINiBIR MAIS UMA PESSOA SOCIALMENTE!-MAL PNSADO!
Sabemos que a ingestão de álcool provoca diversos efeitos, que aparecem em duas fases distintas: uma estimulante e outra depressora.
Nos primeiros momentos após a ingestão de álcool, podem aparecer os efeitos estimulantes como euforia, desinibição .Com o passar do tempo, começam a aparecer os efeitos depressores como falta de coordenação motora, descontrole e sono. Quando o consumo é muito exagerado, o efeito depressor fica exacerbado, podendo até mesmo provocar o estado de coma.É incrivel como as pessoas se deixam descontrolar até ao ponto de entrar em coma alcoólico! Infelizmente , neste fim-de-semana que passou nos foi transmitido pelo jonal nacional que um casal de irlandeses, embebdaram-se de tal maneira ao ponto de entrar em coma alcoolico , deixando os seus filhos de 1, 2 e 6 anos desâmparados!!Deve ter sido uma situação caricáta!!Eu como técnica de acção social, acompanho este caso com especial atenção. Qual será o futuro destas crianças se este tipo de situações constrangedoras tornarêm-se repetitivas?Que exemplo de pais são estes?Penso que seja um caso que deva ser acompanhado ,para poder determinar um melhor futuro para estas crianças.
Tõmemos atenção que o consumo de álcool contribui mais do que qualquer outro factor de risco para a ocorrência de acidentes domésticos, laborais e de condução, violência, abusos e negligência infantil, conflitos familiares, incapacidade prematura e morte. Relaciona-se com o surgimento e/ou desenvolvimento de numerosos problemas ou patologias agudas e crónicas de carácter físico, psicológico e social, constituindo, por isso, um importante problema de saúde pública.
Eu sou uma pessoa que consumo álcool socialmente
, mas nunca entrei nas estribeiras! Admito que já fiquei " CONTENTE DEMAIS" em algumas situações. Mas nunca paasei mal, ou seja, eu penso assim, SE EU NÃO CUIDAR DE MIM , QUEM CUIDARÁ?
Acho que os jovens de agora precisam ter mais noção dos seus aCtos perante o álcool, beber um bocado para se divertirem ,tudo bem mas ao ponto de ficarem dependentes, não serem capazes de dizer NÃO à PRÓPRIA DESTRUIÇÃO DO CORPO- é porque não utilizam o cérebro.
Sei que há situaçõs de desespero, de muito stress em que uma pessoa apenas encontra o àlcool como um refúgio. EU CÁ DIGO EXISTE SEMPRE UMA MELHOR SOLUÇÃO DO QUE O FUNDO DE UM COPO DE VINHO!

Anónimo disse...

O alcoolismo é outro dos problemas que tem vindo a aumentar na nossa sociedade. No meu ponto de vista é um dos refúgios que as pessoas recorrem muitas vezes para fugirem dos problemas, o que estão redondamente enganadas pois estão a criar mais um problema. O desemprego e a situação precária em que se encontra o nosso país neste momento são factores que conduzem ao alcoolismo, o que origina ainda mais problemas levando em muitos casos à desestruturação familiar. O alcoolismo pode ser tratado e existe cura mas mais uma vez a pessoa em questão é que tem que tomar a iniciativa e ter muito apoio e paciência para poder vencer este vício.
Muitas pessoas oriundas deste vício não conseguem ultrapassar os obstáculos e decidem porem fim à sua vida pois encontram-se completamente desesperadas.
Na minha opinião é difícil definir e falar acerca do alcoolismo, porque quem passa por essa situação é que sabe o quanto doloroso é essa experiência, e consegue melhor compreender e auxiliar as pessoas que estão a deparar-se com o mesmo vício.
Felizmente ainda existe pessoas que conseguiram ultrapassar este vício e reconstruir as suas vidas.

carla fernandes disse...

Será o alcoolismo uma doença ou uma dependencia? Bem, eu penso que ambas as duas estão certas.O Alcoolista é dependente do álcool,logo é uma pessoa doente que precisa de ser tratada, pois não consegue viver sem álcool,ou seja,perde a noção da realidade que o rodeia.Além disso,o alcoólatra perde a personalidade...transforma-se num ser vazio que necessita de apoio médico para voltar a reencontrar-se.Daí a necessidade urgente de alertar os jovens que consomem álcool "sem regras" para a gravidade do acto,pois rapidamente podem cair numa armadilha sem retorno.BEBAM O VOSSO COPO COM MODERAÇÃO E APROVEITEM A VIDA AO MÁXIMO :-)