quarta-feira, 7 de maio de 2008

5º Tema. Prostituição

A prostituição é uma realidade evidente. Como também o são a violência contra a mulher, o vandalismo ou o tráfico de drogas, mas não ocorre a ninguém argumentar que o seu desenvolvimento social justifica a legalização.
Todo o discurso da legalização pretende ignorar a evidência, de que a maior parte das mulheres a exerce como pura estratégia de sobrevivência e contra vontade. São maioritariamente imigrantes, enganadas ou ameaçadas; elas ou seus familiares. Poucas exercem como fruto duma eleição racional.
Deverá ou não ser legalizada?
Quais as consequências de tal legalização?

7 comentários:

Gaston disse...

A legalização da prostituição, sim ou não?
É claro que sim.
Porque é literalmente a profissão mais antiga do mundo, gerando milhões de euros que o governo podia usufruir, - cobrar, podendo diminuir a carga fiscal dos trabalhadores por conta de outrem. Pronto, eu sei que é utópico, diminuir os impostos do “povo”…
Voltando ao tema, embora haja quem seja contra a corrente deste pensamento, especialmente o clero. Mas estes, podiam pensar de uma forma positiva, - as facturas podiam entrar como despesas, no campo da terapêutica. Isto porque podiam fazer as profissionais o que fazem aos miúdos (em Portugal e no mundo especialmente nos EUA).
A legalização só trazia vantagens, havia melhores condições de higiene, descontos para a segurança social, condições de salubridade nas ditas casas ou mesmo apartamentos, isto para além do dinheiro que gerava a favor do estado, e para nós. Podendo mesmo entrar em despesas, nas empresas (IRC), e individuais (IRS).
Para quem ache que uma profissão degradante…
Elas, as melhores, com o melhor aspecto físico, e …-, como hei-de pôr isto… capacidades técnicas, auferem mais num dia, de que uma … licenciada. É degradante? Não! Providenciam um serviço necessário ao bem-estar físico, psicológico de qualquer indivíduo são!
É degradante porque vendem o corpo!
Os políticos também não se vendem? Nós também não nos vendemos, as vezes para conseguir aquilo que queremos? E reparem, que não estou a falar só do corpo, mas do princípio que está inerente a toda esta situação!!! Para quem não perceba é “vender”.
Não será mais degradante ser “recolhedor” de semém num determinado zoológico, por exemplo, - aos macacos, e se eles quiserem preliminares? Hemmm!!!
Não se acabava com a prostituição ilegal, com a escravatura que algumas mulheres são submetidas? Pelo menos diminuía.
E pelo menos não aparecíamos na capa da “Time Magazine”, em que algumas mães, de Bragança, diziam que os maridos iam a esse tipo de casas. E para senhoras digo, ou conversem com os vossos maridos, ou “fazem” qualquer coisa diferente nos lençóis, ou peçam o divórcio. Mas não andem a fazer queixinhas que só lhes fica mal. E se os maridos gastam muito dinheiro com isso, e se têm filhos, peçam o divórcio e pensão. E se ele tem realmente algum dinheiro, peçam o divórcio e tirem-lhes metade do dinheiro.
Em suma, eu sou A FAVOR!!!!! Por todos os motivos enumerados em cima, e acima de tudo pela liberdade de opção, não é por proibi-la que vai deixar de existir….

Carla disse...

A prostituição é uma das epedimias da sociedade passsada e actual, que continua a minar muitas familias. Independentemente de tudo, eu tenho pena das prostitutas, quer das que escolheram como profissão, quer das que são obrigadas a prostituirem-se.
Isto porque, é uma vida muito triste e vazia sem significado algum, apesar do dinheiro que acarreta. Indo mais a fundo da questão, não nos podemos esquecer das vítimas deste negócio que gere milhões espalhados por todo o mundo. Começando por seres “monstruosos” que raptam crianças e jovens de ambos os sexos para os utilizar como instrumentos de prazer a pessoas dissimuladas, frias sem sentimentos e doentias sem o mínimo de humbridade e dignidade. Esta monstruisidade continua acontecer constantemente, crianças e jovens são violados por dia por 12 ou mais clientes, correndo o risco de contrairem a sida e onde perdendo deste modo a alegria de uma infancia e juventude normal vivendo um inferno total. Todos os anos são raptados 800.000.000 pessoas por todo o mundo e ninguém parece dar por nada continuando com as suas vidas como nada tivesse acontecido, é de lamentar, mas tenho a esperança que um dia haverá uma forma mais eficaz para acabar com este sofrimento todo. Mas, também tenho a consciencia de que vai ser um processo lento e gradual para não falar do quanto delicado que é. Isto porquê, porque estão muitas pessoas importantes da nossa sociedade implicadas.
Daí, descordar com a legalização, porque isso iria implicar mais espaço de manobra para estes “bandidos”. E quanto à prostitução de livre vontade acho que continuará como até então, independentemente de ser legalizada ou não. É uma escolha de vida e cada um sabe de si.
Só desejo que acabe depressa com este masacre humano (trafioo humano) e que haja segurança para vicermos como nós sonhamos num mundo melhor.

Anónimo disse...

Eu sou a favor da legalização, porque é uma forma de evitar tanta violência com estas mulheres tanto fisicamente como a nível emocional.
Como nas outras profissões existem artigos onde definem os direitos e os deveres para com as pessoas, na prostituição também deve existir um artigo onde defina a situação de trabalho destas mulheres. Por vezes estas mulheres até são iludidas e enganadas e quando se apercebem a realidade é bem diferente e muito cruel, sendo tratadas como objectos que podem manipular de acordo com os interesses em questão. Há casos que até querem abandonar esta vida mas não lhes permitem sendo ameaçadas de morte, e agredidas fisicamente de forma abrupta. A legalização também pode trazer consequências negativas como a expansão da prostituição, mas mesmo assim estas mulheres devem ter condições favoráveis de trabalho e sobretudo liberdade de escolha.
Não devem estarem submetidas a chantagens, represálias, opressões, etc.
Em suma o grande problema aqui é o preconceito que ainda existe por parte da nossa sociedade em relação ás prostitutas.

vlad disse...

Antes demais vou aqui deitar por terra o mito de que a prostituição é a mais velha profissão do mundo. Tal não podia ser mais falso.
È do conhecimento geral que as (chamemos-lhes profissionais do sexo) exercem a sua actividade em esquinas, bordeis, em domicilio próprio ou do cliente.
Pois bem, para que tal aconteça è preciso habitações não só para o exercício da actividade nas mesmas mas para que haja esquinas de preferencia escuras onde só la vai quem è obrigado ou quem procura os ditos serviços.
Disto se conclui e termino a minha teoria, que quanto mais antiga for a prostituição mais antiga será a construção civil.
Será esta a razão pela qual os “trolhas” quando vêm uma “gaja” não restitem a arremessar-lhe um piropo?

Peço desculpa...

Agora è que è!

A prostituição è (à semelhança de todos os outros aqui tratados) um tema delicado, faz enriquecer proxenetas e algumas prostitutas mas não è legalmente uma profissão, è do forro intimo de cada um tornar-se uma prostituta ou prostituto pois vivemos num pais livre mas è mal vista pela sociedade, muitos são aquelas que são enganadas e obrigadas a ter essa vida mas não pedem ajuda
por vergonha.
A solução para todo este problema passa pela legalização da prostituição, e por vários motivos que passo a descrever.
Se a prostituição for considerada uma profissão a/os profissionais terão que contribuir com os seus impostos.
Mais!
Não haverá nenhuma manifestação contra esta medida por parte das prostitutas pois a sociedade continuara a descriminar a sua forma de vida e por vergonha estas nunca virão para a rua.
Quem eventualmente se prospetara será a igreja e as pseudo familiais de bem e a essas sejamos realistas ninguém lhes dá ouvidos.
Sendo uma profissão haverá normas de conduta e de controle de qualidade (imaginem o brilho nos olhos dos inspectores da ASAE).
Com a legalização a prostituição esta passará a ter um um controle logo a imigração clandestina será mais facilmente detectada e os casos de exploração tenderão a baixar.
Na minha opinião a prostituição não è um estilo de vida digno, mas, se ela existe independentemente da ilegalidade mais vale tirar algum proveito disso, quanto mais não seja para rechear os cofres do estado e quiçá (utopicamente) baixar o preço de alguns bens de cossumo.

Rita disse...

Popularmente chamada de "profissão mais antiga do mundo", a prostituição é moralmente reprovada em quase todas as sociedades, dada a degradação que representa para as pessoas que a praticam.
A prostituição pode ser definida como a troca comciente de favores sexuais por interesses não sentimentais ou afetivos. Apesar de comumente a prostituição consistir numa relação de troca entre sexo e dinheiro, esta não é uma regra. Pode-se trocar relações sexuais por favorecimento profissional, por bens materiais (incluindo-se o dinheiro), por informaçõa, etc.
Na minha opinião a respeito da Legalização é de ser totalmente contra, pois acredito que nenhum ser humano deve ser considerado mercadoria e a regulamentação dessa prostituição fere o direito humano fundamental da dignidade e da autonomia sobre o próprio corpo.
A verdade é que, ao contrário do que algumas pessoas dizem, a prostituição não é uma escolha e muito menos a mais antiga profissão, é quando muito a mais antiga forma de exploração.
A relação de prostituição raramente se dá a dois; intervém na maioria dos casos, e interviria se esta fosse legal, uma terceira parte: o organizador e explorador da prostituição, o recrutador, o chulo e o proxeneta, o proprietário das casas, salões e quartos e toda a rede exploradora e esclavagista em que estes se inserem.
Acreditará alguém que a prostituta é uma menina rica que opta por vender o seu corpo? Não, salvo meia dúzia, a prostituta provém de bairros degradados, de casas sobrepovoadas, de famílias numerosas e pais alcoólicos, resulta da degradação económica e da segregação social. Sofreram maus tratos, fome abandonos e abusos, não foram queridas nem amadas.
A maioria das mulheres procura escapar à violência, à pobreza e à falta de oportunidades, mas uma vez sob o controlo do chulo e do traficante de mulheres é mantida na prostituição por violência e coacção. A sujeição a inúmeros actos sexuais indesejados resulta em traumas físicos e psíquicos, a prostituta recorre a drogas e álcool para suportar as múltiplas invasões dos seus corpos, e assim enreda-se cada vez mais nas malhas do crime organizado.
Aos falsos modernistas que clamam o direito à escolha, lembro as emigrantes ilegais, colombianas, brasileiras, da ex-URSS e demais mulheres traficadas, pois é essa a palavra e não outra, lançadas nas mãos de chulos e proxenetas. Que escolha fizeram elas? Que escolha fizeram as crianças de 14 ou 15 anos que deambulam pelas esquinas à espera de cinco contos e uma hora de tormento que nem álcool nem drogas farão esquecer? Que escolha fez a toxicodependente que vende o corpo por uma dose? Que escolha fizeram estas mulheres? Se se trata de uma escolha, por que estranho motivo a esmagadora maioria das mulheres que tem outra possibilidade não opta pela prostituição? Por um motivo simples, não precisam de a tal se submeter porque tiveram a hipótese de escolher; entretanto, à esmagadora maioria das prostitutas nenhuma opção foi dada, nenhuma escolha puderam fazer.
Falemos de legalização propriamente dita. Convém antes de mais lembrar que o exercício da prostituição não está criminalizado, a prostituta não está sujeita a qualquer tipo de pena por se prostituir. Quem está sujeito a perseguição criminal são os proxenetas, os que traficam as mulheres, que integram as redes de organizações criminosas, os que traficam a droga nas redes de prostituição, que branqueiam capitais, no fundo, aqueles que realmente beneficiariam desta suposta legalização. É assim pura demagogia falar de legalização da prostituição, o que se trata é de legalização do proxenetismo e da exploração sexual de mulheres. Ainda assim, por conveniência para o debate, continuarei a referir-me à questão como legalização da prostituição.
Muitos hipócritas argumentam a favor da legalização baseando-se na distinção entre prostituição livre e forçada, insinuando que existe escolha e que a forçada seria erradicada com a legalização. Tendo em conta a extrema exploração e opressão no mundo da prostituição, esta distinção serve na melhor das hipóteses para alimentar interessantes debates académicos como este. É uma distinção que nenhum significado tem para as mulheres sob o controle de chulos e traficantes. A industria sexual não distingue entre livre e forçado, o cliente também não e o proxeneta muito menos.
Aos que dizem que a legalização da prostituição contribuiria para a saúde pública, pois exigiria às prostitutas controlo médico diminuindo assim a propagação de doenças sexualmente transmissíveis, lembro que o sexo se faz a dois, pelo que existem dois veículos de propagação de doenças. Os clientes, os que as obrigam ao sexo inseguro para satisfação dos seus prazeres, esses não serão sujeitos a rastreio, pelo que também o argumento da saúde é falso. Claro que, supostamente, a prostituta pode recusar o sexo inseguro, mas se só encontrar clientes que recusem usar o preservativo, necessitando de dinheiro não irá ceder?
A legalização da prostituição, que é na verdade a legalização do chulo, abusador e explorador, significa que o estado impõe regulamentações que permitem que as mulheres possam ser prostituídas. Ou seja, que sob certas condições é permitido explorar e abusar de mulheres. Assim, a legalização não legitima socialmente a prostituta mas sim o proxeneta, não legitima a prostituição mas sim o abuso, a opressão, a exploração.
A legalização não acaba com a violência e a exploração, apenas legitima criminosos e membros de organizações criminosas como homens de negócios, trabalhando lado a lado com o Estado na venda de corpos de mulheres, cujos corpos devem pertencer apenas a elas próprias e não ser negociados ou vendidos. Na verdade, com a legalização também o Estado passará a lucrar com a exploração destas mulheres, cobrando impostos e afins; o Estado passará a trabalhar em parceria com aqueles que devia combater.
A prostituição traz consequências desastrosas não só para os seus praticantes, mas também para os familiares e próximos... E, muitas vezes, tem como agravante os criminosos abortos, crianças abandonadas, mortes por brigas (oriundas das traições) e principalmente a morte por enfermidades sexualmente transmissíveis (principalmente a SIDA).
Paradoxalmente, se por um lado a própria sociedade moderna aceita a prostituição, por outro, essa mesma sociedade através de suas comunidades científicas, alerta para os perigos e problemas advindos do ingresso precoce dos adolescentes na vida sexual. É a velha hipocrisia...

susana disse...

legalizar a prostiuição?
Será justo legalizar uma profissão que "destroi" imagem da mulher, que hoje em dia se emancipa cada vez mais na sociedade?Será justo legalizar a fonte que destroi muitos casamentos?Será justo legalizar a fonte que transmite várias doenças, inclusive a SIDA?
EU SOU CONTRA!
EU SOU MULHER,acho que hoje em dia as mulheres podem utilizar outros atributos para evoluir na vida. Vender o próprio corpo pra subir na vida, não deveria deixar ninguém orgulhoso( é pena que muita gente não pense assim)!
Sei que é uma profissão muito antiga, mas no meu ver deveria ser extinta e por isso muito menos legalizada!Já se aperceberam que se a prostituição se tornar legal o caos que pode causar na nossa sociedade?deixa de ser o fruto proibido, todos os homens aderem!A procura aumenta, e qualquer dia existem entrevistas na tv,jornais para vagas de protitutas!Eu acho que a posição da mulher iria denegrir completamente!Imaginem um filho perguntar a uma mãe prostituta como correu o trabalho?e a mãe responder-"ui filho,nem queiras saber, apanhei cada um hoje..."
Sinceramente isto não pode acontecer, os nossos valores e principios seriam destruidos!para não falar da transmissão de doenças, que apesar das campanhas de prevenção ,ningém se lemba que a prostitruição é uma mina de destruição humana.
eu já sei que pelos os homens a legalização da prostituição seria óptimo, pois mas eu pergunto-"gostariamde ver as suas mulheres ou até filhas seguir esse tipo de vida?"

carla fernandes disse...

ESTE TEMA É DELICADO E POLÉMICO E A REALIDADE É QUE EXISTE CADA VEZ MAIS SITUAÇÕES DE PROSTITUIÇÃO, FACE A CRISE ECONOMICA QUE O PAÍS ATRAVESSA.ACREDITO QUE MUITAS MULHERES SEJAM FORÇADAS A "ENTRAR NESTA VIDA" DEVIDO Á FALTA DE DINHEIRO E RECURSOS DE SOBREVIVENCIA.CONTUDO,TAMBÉM ACREDITO QUE MUITAS MULHERES O FAÇAM POR OPÇÃO,OU SEJA,COMO MODO DE SOBREVIVENCIA COMO TODO O SER HUMANO.SEM QUERER FERIR SUSCEPTIBILIDADES,ACREDITO QUE MUITAS MULHERES ENCONTRAM UM MODO DE VIDA FÁCIL NA PROSTITUIÇÃO,VISTO QUE SERIA MAIS DIFICÍL ACORDAR CEDO PARA LAVAR ESCADAS!...SÃO OPÇOES DE VIDA QUE TEMOS QUE ACEITAR E RESPEITAR.POR TUDO ISTO,SOU A FAVOR DA LEGALIZAÇÃO,A PROSTITUIÇÃO EXISTE E VAI CONTINUAR A EXISTIR(ALÍAS, É A PROFISSÃO MAIS ANTIGA!)POR ISSO, O MAIS IMPORTANTE É CRIAR CONDIÇOES DE HIGIENE E SEGURANÇA PARA TODAS AS "PROFISSIONAIS" E SALVAGUARDAR A SAÚDE DOS CLIENTES,SIM,PORQUE ELES EXISTEM!!!