quarta-feira, 7 de maio de 2008

6º Tema: Sem-Abrigos

s e m a b r i g o

Olhamos para eles e sentimo-nos incomodados.
Incomodados e impotentes.
Podemos aliviar a consciência com uma moeda.
Ou com comida.
Ficamos aliviados mas não curados.
Há qualquer coisa que continua a roer por dentro.

A culpa não é nossa.
Individualmente.
Se calhar nem deles.
Individualmente.

É bom que nos sintamos incomodados.
Será ainda melhor que façamos alguma coisa.
Alguma coisa significativa.
Alguma coisa que os alivie.
E tambem alguma coisa que evite o aparecimento de outros como eles
(eventualmente nós próprios).

//semabrigo.no.sapo.pt/

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7 comentários:

Gaston disse...

Os sem abrigo, ora aí está um bom tema.
Um sem-abrigo em Portugal, é uma pessoa que não possui moradia fixa, tendo como residência os locais públicos de uma cidade.
É comum identificar a figura do sem-abrigo com a do mendigo ou do morador de rua de uma forma geral.
Encarado como um problema social, está presente em praticamente todos os países como um indicador de desajuste (casos de alcoolismo, vícios, distúrbios psicológicos, etc.) ou reflexo das condições económicas. É de obrigatoriedade de um estado social, recolher os sem abrigo. Mas levanta outra questão, sobretudo de ética.
Será que o são por opção, ou por vicissitudes da vida. Cabe a nós técnicos de acção social, e aos assistentes sociais, ligados às câmaras, ao governo central, ao sector privado, e às IPSS, inquerir as razoes que os levaram aquela situação. Porque podem estar nesta situação, por patologias do foro psicológico, e aí podem ser reencaminhados para uma instituição adequada à sua situação. No caso de pedintes, é preciso separar os “profissionais” dos realmente se vêm obrigados a pedir por necessidade. E para estes profissionais, e sim eles pedem como profissão vindo de países de leste, nomeadamente da Roménia, por exemplo. Para estes últimos, a PSP, o SEF, têm de actuar sobre estes.
Não podemos voltar a cara aos sem abrigo. É necessário criar-lhes condições para que voltem a ser inseridos na sociedade. E mais uma vez cabe ao estado fazer essa inserção. Porque muitos o são para fugir da solidão.
Como cidadão, ele tem direitos, aliás, uma realidade que temos frequentemente tendência a esquecer. Ele tem o direito de utilizar os espaços públicos, de deambular nas ruas, de se sentar nos parques, de abordar e falar aos transeuntes, ou de se sentar tranquilamente num estabelecimento para tomar um café.
“Uma equipa tutelada pelo pelouro da vereadora de Acção Social, identificou 1.187 sem-abrigo”, “ A maioria dos sem abrigo de Lisboa são homens portugueses, alcoólicos e com idades entre os 34 e os 44 anos”, www.rr.pt.
1187 pessoas que não recebem apoio, ou o que recebem é diminuto, que por opções mal pensadas ou vicissitudes da vida vivem na rua. Cabe a nós futuros técnicos, alertar, identificar e se possível ajudar com os meios disponíveis a estes indivíduos.

Anónimo disse...

Os sem abrigos cada vez estão a expandir-se mais nas nossas cidades portuguesas, em cada esquina lá encontramos pessoas a dormirem enrolados em caixotes, com cobertores, etc.
Uma dura realidade com que nos deparamos, já existem equipas constituídas por voluntários que andam pelas ruas a distribuírem o jantar aos sem abrigo e roupas quentes, tentam pelo menos minimizar as condições precárias destas pessoas.
Estas pessoas precisam incondicionalmente de assistência médica, cuidados médicos básicos, satisfação das suas necessidades diárias e principalmente apoio a nível psicológico.
Na minha opinião devia-se criar mais centros de internato onde os sem-abrigos possam ser acolhidos e tratados face ás suas experiências negativas.
Os sem- abrigos são dos grupos sociais que mais necessitam da ajuda do estado e é esquecido e posto em segundo plano por parte deste.
O estado devia proporcionar mais estratégias e condições de sobrevivência dignas a estas pessoas e mesmo apoio a nível monetário.

Carla disse...

Outro tema preocupante e importante referi-lo para alertar a sociedade de uma vida triste sem significado que pedem ajuda, mas que não recebem o necessário auxilio para evitar a situação lastimável em que se encontram, vivendo espalhados nas ruas de todo mundo.
Sim! Estou a falar dos sem-abrigo, outro flagelo da nossa sociedade, e sem dúvida alguma, é consequente da forma como é gerido o mundo. Isto porque, cada vez há mais desemprego e insegurança em todos sectores que envolve o individuo.
È chocante como um ser humano se transforma num “trapo", sem rumo perdidos com o olhar distante e sem vida, passando por vezes despercebidos, esquecendo-nos que já tiveram uma vida, dita normal. E isso toca e revolta à maioria da sociedade mas, isso só não basta, criticar não é suficiente mas, fazer algo sim!
Há que, “arregaçar as mangas” para combater esta bola de neve que, se torna cada vez maior, todos os dias. Daí a importância da união de todos, desde o governo, instituições, segurança social e a restante comunidade, marcando a diferença estendendo a mão a quem precisa. Arranjando uma forma de combater a pobreza que gera outros problemas levando-os para a rua dormindo ao relento, sem uma cama aconchegada sem um lar, sem alimentos, sem higiene, ficando de repente sem família, sem nada. Temos que os ajudar na sua integração proporcionado uma vida digna na medida do possível sem os rotularmos. Apesar de termos a consciência de se tratar de uma luta difícil devido à (ambição) que corrói o mundo, temos que acreditar que, “enquanto houver vida, há esperança”!

vlad disse...

Habituados ao conforto do lar não passa pela cabeça de ninguém ter um banco de jardim como cama nem muito menos uma um saco como guarda fatos, gaveta ou despensa.
Imagemos que por qualquer motivo temos que ir viver para a rua, enfrentar o desprezo da sociedade e a esmola da alma caridosa. No minimo desesperante esta realidade que como se pode constatar afecta muita gente.
Ninguém gostaria de se ver nesta situação mas o que è certo è que a toxicodependência, o jogo, a doença a falta de rendimentos ou a preguiça atiram muita gente para um frio, molhado, ventoso e imundo banco de jardim ou beco.
O que fazer?
Muitas destas pessoas perderam o interesse na vida, è preciso dentro do possível voltar integrar estas pessoas na sociedade. Existem trabalhos como lixeiro ou cantoneiro que qualquer pessoa os pode executar, o dinheiro não seria muito e seria necessário ensinar estas pessoas a gerir os poucos rendimentos, mas pelo menos seria uma ajuda, e mais do que isso estas pessoas começariam a sentir-se uteis à sociedade e com isto uma nova vontade de viver dignamente.
Uma outra solução e já que vamos a caminho do verão, seria as camaras municipais requisitar estas pessoas e por um preço simbolico cobrado aos proprietários colocalas a limpar bouças.
Tudo muito simples mas na verdade não è.
Estas pessoas já se habituaram à sua miseria e preferem ter que pedir do que ir trabalhar. Algo duro de-se dizer pensarão, mas bem verdade.
As ONG's que apoiam os sem abrigo fazem um trabalho muito digno, mas mas não chega dar uma sopa e uma palavra amiga pois isto nunca irá resolver o problema, poderá até ser contraproducente. Ora se todos os dias aquela hora passa a Srª. Piedade com a sopinha e a manta vou agora trabalhar? Essa agora!
Identificar as causas e conhecer as pessoas que vivem na rua no sentido de as integrar na sociedade podia ser mais um trabalho para os técnicos de acção social.

Fica a ideia.

susana disse...

sem-abrigo?mais um grupo vulnerável na nossa sociedade!em cada esquina que se vira encontramos um sem-abrigo, mais uma pessoa que se encontra desajustada na nossa sociedade devido a problemas económicos, sociais, culturais e psicológicos!
é pena que neste MUNDO imenso cada pessoa não encontre um canto confortável a si e que as ajude a integrar-se na socieade!é triste sermos tantos e não termos todos a mesma sorte e capacidade de se "desenrascar" na vida!o que podemos fazer para que este grupo vulnerável diminua na nossa sociedade?divulgar acções de integração?desenvolver ajudas comunitárias? fazê-las sentir pessoas normais e felizes?
sinceramente deveremos fazer tudo que está ao nosso alcance para ajustá-los à sociedade, uma vez que a sociedade é complementada por todos.um dia podemos ser nós que ficamos sem um tecto e sem ter ninguém que nos deia a mão! sei que ás vezes o facto de viver na rua, seja uma opcção de vida, as pessoas querem sentir-se livres, não terem stress,responsabilidades,etc...eu sinceramente não sou contra nem a favor a esta opcção ,cada um deve ter noção daquilo que faz. somos todos iguais e todos diferentes!

Rita disse...

Bem, os sem abrigo...Mais um problema que a nossa sociedade enfrenta, que cada dia que passa aumenta cada vez mais. As causas para que as pessoas se tornem sem abrigo, isto é, que vivam na rua, ao frio, à fome, são diversas. As razões socio-economicas, o abandono da familia, o alcoolismo, a droga, o jogo, são todos estes factores que levam a que uma pessoa se torne um sem abrigo.
Os sem abrigo são seres humanos iguais aos outros só que têm mais dificuldades para sobreviver. Por vezes, a maior parte das pessoas olham-nos de lado porque eles estão mal vestidos e um muito sujos, mas é normal porque eles não têm dinheiro para comprar roupa porque o pouco dinheiro que têm é para comprar alimentos.
Actualmente por cada rua que passemos encontramos um sem abrigo ou sentado na berma da estrada ou deitado num banco do jardim, em tantos sitios que´nós que temos uma casa, um lar, causa-nos uma sensação de tristeza incrivel ao os ver assim...
É mesmo muito triste andarmos a passear na rua e encontrarmos constantemente sem abrigos, por isso é que eu acho que deveriam ser craidas mais campanhas, mais ajudas para todos eles, porque tal como acima referi, eles são seres humanos.
Por esta razão, vamos todos dar as mãos (sociedade) para que este problema social tenha fim ou pelo menos diminua, que já muito bom...

carla fernandes disse...

ESTE TEMA ASSUSTA-ME PROFUNDAMENTE.NÃO CONSIGO PASSAR POR UM SEM-ABRIGO E FICAR INDIFERENTE,OU SEJA, NÃO ACEITO NEM CONSIGO COMPREENDER COMO UM SER HUMANO PODE CHEGAR AO EXPOENTE MÁXIMO DA SOLIDÃO E MISÉRIA.INTERROGO-ME CONSTANTEMENTE"ESTE SER NÃO TEM FAMÍLIA?..ou amigos? QUANDO SOU CONFRONTADA POR UM SER HUMANO A VIVER NA RUA COMO UM RATO FICO GELADA E PENSO"QUAL SERÁ A HISTÓRIA DE VIDA DESTA MULHER/HOMEM? "SERÁ QUE UM DIA VOU PASSAR POR ESTA SITUAÇÃO? NORMALMENTE PERANTE UMA SITUAÇÃO DESTAS, PARO E DOU DINHEIRO OU ALGO PARA COMER MAS RECONHEÇO QUE SIGO EM FRENTE NO MEU CAMINHO.ACHAMOS QUE DAMOS O QUE PODEMOS DAR E QUE NADA MAIS PODEMOS FAZER...MAS O CERTO É QUE A IMAGEM DO SER HUMANO A VIVER NA RUA PERMANECE NO NOSSO PENSAMENTO,CONCORDAM? CLARO QUE SIM! ENTÃO VAMOS DEIXAR A PROMESSA DE QUE DA PRÓXIMA VEZ NÃO FICAREMOS SÓ PELA MOEDA MAS ANTES POR UM TELEFONEMA URGENTE A UM ASSISTENTE SOCIAL.A CONSCIENCIA AGRADECE! :-)